Em uma visita que fiz ao Museu Madame Tussauds em Londres tive a impressão, ou melhor, a certeza de que hoje em dia não é suficiente apenas um texto ou um vídeo para o entretenimento e a curiosidade do público para que a arte se expanda e atinja o melhor índice de aprovação. No museu há uma sala onde é proporcionada a experiência do cinema 4D com um vídeo dos super heróis da Marvel, mas o mais interessante para quem não sabe é que no cinema 4D tem cheiro, chuva, fumaça, sacolejo. Ou seja para atrair não basta apenas a ideia mais provocar as sensações no espectador.
Filme em 4D no Museu Madame Tussauds, Londres:
Assim como a base do 4D é despertar os sentidos do público, todos os outros meios têm como finalidade se dispersar em mais do que era apenas em seu formato inicial. “Uma história transmídia se desdobra através de múltiplas plataformas de mídia, cada qual com um novo texto, fazendo uma contribuição distinta, valiosa para o todo” Afirma Henry Jerkins em seu livro sobre a Cultura da Convergência.
Ou seja para que haja a propagação da história desejada é necessário primeiramente o suporte tecnológico para essas múltiplas funções e que o público esteja disposto a aceitar estas transformações e buscar por estas atualizações através do incentivo realizado por detrás desta “nova” mídia. Para Jerkins no mundo da convergência das mídias, toda história importante é contada, toda marca é vendida e todo consumidor é cortejado por múltiplos suportes de mídia.
Nos próximos dias o foco será as múltiplas facetas de Resident Evil e a relação disto com a Cultura da Convergência.
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