O gasto com trocas ou acessórios são despesas muitas vezes inesperada para quem quer entrar nessa onda “cicloativista”, porém necessárias. Lillian Speltz, supervisora de qualidade e meio ambiente, ciclista assumida há menos de um ano, trocou de bicicleta ainda este ano e explica que trocou a antiga por uma com freio a disco devido aos passeios que deseja fazer, como descer a serra.
Para o Setran (Secretária Municipal de Trânsito) a bicicleta é considerada um meio de transporte e a orientação é para que os ciclistas respeitem as leis de trânsito como os veículos, não parando em cima das faixas, como a dos pedestres. Quando não houver orientação de ciclofaixas, o ciclista deve pedalar do lado direito, perto do meio fio, assim ele deverá ser respeitado pelo motorista. Assim como na calçada o ciclista passa a ser pedestre e deve empurrar sua bicicleta.
Lillian conta que ainda não utiliza os devidos equipamentos. “Sei que um dos itens obrigatórios é o retrovisor e até comentei com meu marido para comprarmos, só que ficamos com vergonha por que aqui em Curitiba e no nosso grupo de amigos ciclistas, quase não vemos ninguém usando, então acabamos adiantando a compra desse item. Mas é muito importante estar bem equipado na hora de sair de bicicleta, afinal os equipamentos e nossa prudência são nossa única segurança. ”
Cícero da Silva, coordenador de veículos do Detran diz que os equipamentos obrigatórios para ciclistas são campainha, sinalização noturna branca e amarela, na traseira vermelha, na lateral e nos pedais podem ser de qualquer cor desde que sinalizadas. E o espelho retrovisor fixo do lado esquerdo. Para ele pedalar defensivamente somado ao uso dos equipamentos previne em grande parte acidentes graves.
Segundo a Assessoria de Imprensa do Setran, hoje possuímos em média cerca de 110 km de ciclovia e um dos planos cicloviarios é aumentar para um total de 400km a longo dos anos. Como incentivo ao uso das ciclovias a prefeitura organiza toda semana o passeio Pedala Curitiba, onde comparecem uma média de 200 á 300 ciclistas, inclusive no ano passado esse número bateu o recorde de 412 ciclistas que saíram Largo da Ordem guiados por agentes do Setran com motos e bicicletas e da Secretaria do Esporte e Lazer. Para que essa e outras iniciativas dêem certo ou impulsionem projetos que ainda não saíram do papel, o ciclista deve fazer sua parte também, conscientizar a sociedade de dentro pra fora.

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