terça-feira, 16 de abril de 2013

O Discurso do Rei

Em Discurso do Rei é retratada a luta do rei George VI para superar um grande problema de comunicação: a gagueira. Numa época de incertezas e mudanças é mostrada a amizade e a busca pela segurança entre a Família Real e os súditos. Isso tudo tem início quando o príncipe Albert que é gago precisa liderar a nação diante a descrença nele. 

O figurino do filme já remete ao tempo em que se passou a história e a história no cenário inglês se passa entrelaçando momentos da vida pública do príncipe com momentos pessoais como as conversas com seu súdito australiano. É retratado também sua descrença e instabilidade de humor que demonstra seu cansaço em ter que lidar com a situação, sendo humilhado por seus familiares e não tendo melhoras nos tratamentos pelos quais passou.

O Discurso do Rei mostra diferentemente de outras grandes produções indicadas ao Oscar o sofrimento de George VI, que precisa cumprir o papel designado a ele, ser uma pessoa desprovida de privacidade. É um filme minimalista que expõe que na realidade os grandes ídolos, líderes e mestres que formam os rumos da história, são e sempre vão ser pessoas normais e com defeitos como qualquer outro ser humano.

É uma história comovente e interessante, foge de estereótipos dos filmes da realeza que tratam de fortunas e luxos, mas sim de exemplos das situações constrangedoras que estes nobres enfrentam. O Príncipe Albert começou sozinho, enfrentando seus medos, mas terminou coroado e acompanhado por um amigo.

A relação deste filme com o rádio se dá quando no natal o Rei, pai de Albert faz o discurso e demonstra a importância da interação que o rádio proporcionaria nas casas que alcançasse e o quanto isto faria diferença. Então o microfone se torna peça essencial no reinado de George VI.

A melhor cena é quando o rei assiste a um telejornal e se encanta pelo modo como Hitler fala e age. Ele comenta não saber ao certo sobre o que ele fala, mas gosta. Para mim foi a melhor porque é a partir desse momento que o rei George V percebe a força que o rádio terá em mobilizar multidões e como seria bom para George VI pois se ele não gaguejaria mais e consequentemente passaria confiança. O filme não deixa a desejar em nada, figurino, história e desenvolvimento.



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